domingo, 19 de julho de 2009

Mascote da copa 2010 da África do Sul: Zakumi

sábado, 18 de julho de 2009

Trem-bala: governo anuncia estudo sobre o sistema






Foi divulgado ontem pelo governo federal estudo da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) detalhando o projeto do trem-bala, ou TAV - Trem de Alta Velocidade, sistema de transporte ferroviário que irá ligar as cidades de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. O estudo avalia o serviço sob vários aspectos, a começar pela conceituação do sistema, com relatos de experiências de trens rápidos em outras partes do mundo. Apresenta ainda possibilidades de traçados, simulações do sistema operacional e estimativas de custos, impactos ambientais e análise das condições do solo onde deverá ser implantada a obra. Estes dados apontam para a modelagem econômico-financeira e de concessão do empreendimento, em preparação.Quanto vai custar o trem-balaPara o passageiro, dependendo do horário ou da classe da viagem escolhida, a viagem no trem-bala poderá sair num valor entre R$ 150 a R$ 325. Já o custo da implantação do sistema, segundo o estudo da ANTT, está calculado em R$ 34,626 bilhões, bem acima dos US$ 11 bilhões estimados inicialmente no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, ressalta porém que nessa época, não havia ainda projeto ou estudos de traçado. E explica que o custo elevado do trem-bala decorre da complexidade da obra, cujo trajeto envolve muitos túneis e a travessia pela Serra das Araras. "Estas condições especiais elevam o custo, muito mais do que se o terreno fosse plano", justifica. Mesmo assim, Figueiredo está convicto de que o projeto é viável, e admite a participação do estado no custeio da implantação do trem-bala. É o que saberemos no "próximo capítulo" deste projeto, logo que for concluída a avaliação econômica e financeira do projeto, aguardada para breve.

VLT de Brasília para copa 2014

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) deve emitir até o fim desta semana a licença que atesta a viabilidade ambiental da obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo o jornal Correio Braziliense, técnicos do órgão analisaram ontem (14/7) os relatórios de controle ambiental do Programa Brasília Intregada, que inclui a construção do VLT.
O Veículo Leve sobre Trilhos faz parte dos planos do governo distrital para reduzir o número de ônibus nas ruas e também a poluição. O primeiro trecho vai ligar a Estação Sul, no Setor Policial Sul, ao Pátio Brasil, na W3 Sul, atendendo ao menos 110 mil pessoas. O governador José Roberto Arruda negocia financiamento para a obra com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).
Segundo o secretário de Transportes, Alberto Fraga, a AFD já teria liberado metade dos 140 milhões de euros (R$ 350 milhões) para os trecho do VLT. No entanto, ainda há barreiras que impedem o início da construção, como ações judiciais que contestam questões ambientais e licitatórias e a concessão da licença de instalação da obra.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Verdão com 100% da verba do governo: estratégia é vista de forma negativa ou positiva para o empreendimento?

Cuiabá quebrou a promessa do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, de que não será usado dinheiro público na construção ou na reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014. O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), admitiu ontem que erguerá um novo estádio na cidade, que também se chamará Verdão, como o atual, com "100% dos recursos do governo estadual". Segundo ele, o custo da nova arena, com capacidade para 42.500 pessoas, gira em torno de R$ 300 a 400 milhões.
"O governo possui dinheiro para isso. Já temos R$ 100 milhões em caixa. O estádio está garantido para 2014", afirmou Wilson Santos, antes de participar do seminário envolvendo o Comitê Organizador do evento e as 12 cidades sedes do Mundial, num hotel da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Em novembro de 2007, Teixeira havia garantido, num jantar realizado em São Paulo, com a presença do governador José Serra, que somente haveria dinheiro público para obras de infraestrutura, como reformas de estradas e aeroportos, dentre outras melhorias. Na ocasião, deixou claro que reformas e construção de estádios e hotéis seriam atributos da iniciativa privada.
"Não é dinheiro dela (da CBF). É nosso. Procuramos dar firmeza e seriedade ao projeto. Temos de entregar tudo pronto em dezembro de 2012 (prazo estabelecido pela Fifa)", argumentou o prefeito de Cuiabá. "Mas já diminui (o montante a ser gasto pelo governo do Estado),se conseguirmos R$ 100 milhões da iniciativa privada."
Wilson Santos irritou-se e respondeu com ironia, quando lhe perguntaram se o novo estádio, após a Copa, poderia virar um elefante branco, sem utilidade para a cidade e para o esporte local. "Não vai virar elefante branco nem verde", rebateu. "E lá em Cuiabá não tem elefante, somente onça e tuiuiú."
Depois, falou sobre o legado que a Copa deixará para a região. "O estádio, na verdade, é uma arena multiuso, vai ser um grande parque da cidade, com lago, pista de corrida, centro de convenção, espaço para feiras, cinemas e faculdades. Será a área mais querida de Cuiabá."
O prefeito confirmou que o "velho estádio", construído na década de 70 e que consumia R$ 50 mil por mês dos cofres públicos, será demolido.
Cuiabá desbancou Campo Grande na briga para ser a única sede do Pantanal em 2014. O governo local aposta que a realização da Copa vai contribuir na evolução do futebol no estado, que há mais de 20 anos não tem um time na elite do Brasileiro.

Mais verba pública

A prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), não descartou o uso do dinheiro público para erguer a Arena das Dunas, mas deixou claro que isso não é prioridade. "Se não houver PPP (Parceria Público Privada) e nem concessão, o estado e a prefeitura vão construir o estádio para a Copa de 2014."
Hoje, no último dia do seminário, será a vez de representantes de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Curitiba saberem quais modificações devem ser feitas nos projetos - principalmente nos estádios - para se adequarem ao padrão Fifa.

O que ele disse
Wilson Santosprefeito de Cuiabá

"O governo já possui dinheiro, temos R$ 100 milhões em caixa. O estádio está garantido"

"Não é dinheiro dela (CBF). É nosso. Temos de entregar tudo pronto em dezembro de 2012 (prazo estabelecido pela Fifa)"

Fonte: O Estado de S. Paulo

Cidades-sede Copa 2014

Belo Horizonte
Brasília
Cuiabá
Curitiba
Fortaleza
Manaus
Natal
Porto Alegre
Recife
Rio de janeiro
Salvador
São Paulo

Trem-bala para 2014.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem, durante balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que o trem-bala ligando Campinas ao Rio, passando por São Paulo, ficará pronto até 2014, antes do início da Copa do Mundo. A previsão é de que no trem-bala sejam investidos cerca de US$ 15 bilhões.

Dilma Rousseff afirmou ainda que o governo não pretende fazer investimentos na construção e melhoria dos estádios das 12 cidades que vão receber as diversas fases do Mundial. Isso deverá ser feito pelos Estados, municípios e pela iniciativa privada. Dilma disse que a atenção do governo federal será na mobilidade urbana das cidades que vão abrigar as delegações e os torcedores. "Pretendemos ter os trens em funcionamento em 2014, para a Copa, até porque essa é uma região muito importante em termos de movimentação na Copa", afirmou a ministra. Durante o balanço do PAC foi apresentado um filme que simulou a saída do trem do centro de Campinas e fez a viagem até o Rio.

As estações deverão ficar entre o centro de Campinas e a Estação Leopoldina, no Rio. Pelo traçado exibido ontem - que pode não ser o definitivo, de acordo com a ministra Dilma Rousseff -, o trem-bala terá estações nos aeroportos de Viracopos, em Campinas, de Guarulhos, em São Paulo, e do Galeão, no Rio. Deverá parar ainda em estações que serão construídas no Campo de Marte, em São Paulo, em São José dos Campos e Volta Redonda. A intenção é fazer também estações alternativas em Aparecida e Jundiaí.

Dilma Rousseff disse que não há nenhum pacote fechado. E que o Brasil, ao contratar as obras, vai exigir a transferência de tecnologia para uma nova empresa, que será um instituto ou uma nova estatal. Essa empresa passará a atuar na área de tecnologia e cuidará dos metrôs, trens convencionais e outros trens-bala que vierem a ser feitos - depois do que vai ligar o Rio a Campinas, o governo planeja outros dois, de São Paulo para Belo Horizonte e de São Paulo a Curitiba.

Fonte: O Estado de S. Paulo